A SBR abre um novo canal de comunicação com seus sócios. Você poderá fazer sugestões e críticas sobre a atuação da entidade, ou esclarecer dúvidas quanto às suas diversas atividades, projetos e programas. As perguntas e comentários serão respondidos pelo presidente da Sociedade, Dr. Fernando Neubarth.
A sua participação é muito importante para nós!
CARTA ABERTA AOS MEMBROS DA SBR
Prezados amigos,
Estamos iniciando uma nova gestão na SBR. E é natural que se busque inovar. Algumas mudanças já são conhecidas, outras irão aparecer aos poucos, demonstrando também o jeito de ser e o que se propõe. Poderíamos iniciar por nomes e o que cada um deles representa, com o peso de sua trajetória ou a boa vontade de sua proposição.
Há muitos novos nomes na composição de nossa diretoria, aliando-se a vivências também renovadas, na constância de propósitos de interesse societário e trabalho em equipe. Há renovação em conceitos também e basta que se notem representações recém-criadas, uma de relações entre especialidades médicas; outra junto ao American College of Physicians, na convicção de nosso viés clínico por excelência; e ainda uma terceira junto à identidade luso-brasileira. Somam-se às demais, já tradicionais e que precisam também ter seus laços constantemente reforçados. Em relação às assessorias: a de comunicação social passa a ter a informática como uma ferramenta importante; e novas são idealizadas, a de documentação e registro histórico, um marco vital para a perenidade da entidade antes que tardio; a de economia da saúde; a de procedimentos, relações com convênios e seguros de saúde; a de relações com grupos de pacientes; a de gestão e demanda de consul tórios; a de estudos de auto-imunidade; medidas que consideramos de grande valia, não pelo conceito apenas, mas pela visibilidade que lhe é conferida. Também nas comissões há novidades, agora temos comissões de doenças endêmicas e infecciosas; de vasculopatias; de atividade física, prevenção e reabilitação; de reumatologia ocupacional e relações trabalhistas. Alguém poderá dizer que há excesso de espírito criativo nisso, o tempo dirá, o fato é que não estamos inventando moda, mas demonstrando o que faz há muito o reumatologista, onde atua, o que lhe compete. E estimulando que se estude e se aprenda sempre mais sobre isso. Todas as nossas outras áreas e capítulos não foram esquecidos e tam bém estão sendo estimulados. Uma reunião inicial com a diretoria executiva, coordenadores e presidentes de comissões, demonstrou um promissor clima de interesse no trabalho conjunto, na parceria de projetos, um espírito de grupo que, confesso, enquanto presidente me estimula e sensibiliza. Aproveito para agradecer mais uma vez a todos por essa confiança e vontade, entusiasmo até.
Entendemos que estamos fazendo política. Defendendo o interesse de todos os nossos colegas reumatologistas, que nos confi aram representatividade e o interesse também de nossos pacientes, na assistência com base na confi ança da ciência, que se difunde por meio da pesquisa, do ensino e da educação continuada. Mas não é a política de um grupo, a composição da nossa diretoria não se deu por premiação, mas por afinidades ideológicas, de competência, boa vontade e visão das reais dimensões nacionais, descentralizadora, federativa. Isso fica evidente, por exemplo, na editoria da revista e no cuidado de evidenciarmos no corpo da diretoria os presidentes de nossas regionais.
Dar à sociedade uma dimensão mais humanista é mais do que uma meta, considera-se um dever, uma missão. Prestar serviços, aproximar o associado de sua entidade e do seu igual. E fazer com que se sinta, realmente, um igual.
Neste sentido o Boletim não poderia fi car de fora. Depois de uma década de experiência como Editor, trabalho que inegavelmente tornou-nos conhecido e amigo de tantos. Dando-nos a oportunidade de um trabalho societário de suor e paixão, realização e reconhecimento, não poderia prescindir disso. Conto com um conselho editorial de colaboradores valiosos, mas na condição de editor do Boletim sempre entendi que a palavra do presidente é que importava, o foco deveria ser a gestão, a linguagem seria a dele. Hoje e nestes dois anos seria difícil afastar um do outro. Hoje, ele sou eu.
Um grande abraço a todos.
Fernando Neubarth
Presidente da SBR